terça-feira, 22 de janeiro de 2013

J.M.S.SIMÕES PEREIRA CV


Em alternativa veja o CV no antigo blog: http://www.ze-manel-polido.blogspot.pt/

Clique no livro para aumentar o tamanho do texto.
Se desejar maior pode clicar uma segunda vez.
Click on the book to make the text more readable

domingo, 16 de dezembro de 2012

SPM 72 ANOS


A SPM E O SEU ANIVERSÁRIO


A S P M (Sociedade Portuguesa de Matemática) tem uma história da qual se pode orgulhar. Até a sua origem a dignifica, pois foi sonhada e, depois, criada por um grupo de colegas que além de matemáticos distintos e merecidamente prestigiados, foram cidadãos corajosos: tiveram de arrostar com perseguições da ditadura, em parte devidas à visibilidade que lhes trazia uma intervenção cívica envolvendo o aparecimento de uma associação profissional.

A 12 de dezembro do corrente ano de 2012, realizou-se um almoço num hotel de Lisboa para comemorar os 72 anos da S P M. Inscrevi-me. Esperava um encontro de confraternização entre matemáticos e até seus familiares. De facto, uma colega fez-se acompanhar do seu bebé querido. E comigo esteve a minha Mulher, cujas atividades, seja de empresária seja como a escritora espiritualista Luz Compasso, pouco têm a ver com a Matemática.

Impressionou-me e gigantescamente me surpreendeu que não participassem neste almoço mais que umas 30 pessoas!!! Além de alguns membros (não todos) dos órgãos diretivos e de alguns apaixonados de outros tempos (recordo Fernando Roldão Dias Agudo, Sérgio Macias Marques e, com todo o respeito por estes dois nomes, eu próprio) quem mais? Quase todos os que participaram residem em Lisboa. De qualquer outra cidade… ninguém! Das muitas instituições deste nosso País, universidades, politécnicos, escolas dos diversos níveis fora de Lisboa… ninguém!

Bem sei que estamos em crise! Mas o almoço só custava 18 euros. Mesmo com a terrível descida de vencimentos que nós, na esmagadora maioria funcionários públicos, temos vindo a sofrer, não se justifica uma tão grande ausência. Muito pouco sentem os matemáticos portugueses pela sua Sociedade, muito pouco sentem, arrisco a dizer, pela própria Matemática.

Não posso impedir-me de pensar nos nossos colegas com responsabilidades governativas. O Secretário de Estado do Ensino Superior é um matemático. 
Não poderia ter aparecido? Mesmo que não tivesse tempo para ficar uns momentos à conversa, um simples  “passar por lá” não teria sido uma atitude de boa política? Não é – sublinho e enfatizo --  ao colega João Queiró, um profissional que admiro, respeito e prezo como professor, investigador e autor de obras didáticas para o ensino universitário, que me estou a dirigir. É ao Secretário de Estado do Ensino Superior! Podia até ser um médico, um filólogo, um arquiteto, mas, por coincidência, é um matemático! 

E quanto ao Ministro da Educação e Ciência? Também é um matemático e, mais do que isso, foi o anterior presidente da SPM, durante 6 anos. Compreendo que nem para “passar por lá” tivesse tempo, mas não poderia ter encarregado alguém do seu secretariado de mandar, em seu nome, uma pequena mensagem? Mais uma vez – sublinho e enfatizo – não é ao colega Nuno Crato, um profissional que admiro, respeito e prezo como autor de projeção internacional, um profissional brilhante que tanto tem feito para a divulgação da Matemática, para a discussão acerca da sua pedagogia e da sua importância, que me estou a dirigir. É ao Ministro da Educação e Ciência. Podia até ser um médico, um filólogo, um arquiteto, mas, por coincidência, é um matemático!

Que significado tem esta incomunicabilidade entre a SPM e um Governo, que ao contrário do que existia quando ela nasceu, por certo percebe a importância das sociedades científicas e o papel que podem ter em todas as vertentes da vida dos portugueses, sem esquecer, obviamente, o desenvolvimento económico e social?

Sem eufemismos, deixem-me exclamar: -- Pobre da Matemática em Portugal!
E ao exclamá-lo não sei se não ouvirei um eco ou reverberação: -- Pobre da Ciência em Portugal!

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

LIVRO CONVICÇÕES E CEPTICISMOS

O livro de ensaios que tem por titulo o nome deste blog está agora, em maio de 2014, na gráfica.

A capa tem este aspeto:


E tem esta foto:


Espero que seja distribuído em breve. 

Estas são as palavras de abertura:

EXPLICAÇÃO PRÉVIA

Os textos coligidos neste volume são admitidamente heterogéneos.

Há uma primeira parte em que refiro histórias polémicas ou, pelo menos, mal contadas das habitualmente chamadas ciências duras. Se mantivermos acordado o nosso espírito crítico, facilmente desmascaramos contradições escondidas no discurso oficial dos peritos destas áreas.

Numa segunda parte, adoto a mesma postura mas relativamente a questões culturais, isto é, questões discutidas nas que alguns chamam ciências moles, ou, mais protocolarmente, ciências humanas.


quarta-feira, 3 de outubro de 2012

SANDRA MATIAS: MEMÓRIAS DA MARIA M

MEMÓRIAS DA MARIA M
Esta foi a publicação de uma estudante de Coimbra: 

Ela escreveu um livro de memórias. Memórias que começam na infância, dramática, como tinham de ser as da filha de pai pedófilo e de mãe que a olhava como se ela fosse lixo.

Eram assim os seus pais biológicos, disfuncionais, para usar um termo técnico: viam-na ambos como lixo, e diziam-lho… Porque sabiam que eles próprios eram lixo! E ela sofreu, sofreu muito, mas um dia encontrou os que chama seus pais de afeto e encorajou-se a registar o seu passado.

Hesitou em assumir que tudo aquilo era autobiográfico. Fingiu que era a história de uma amiga, entretanto falecida. Mas as marcas terríveis dessa infância paralisaram-na na adolescência e na juventude. Sofreu as marradas ou o cornejamento (bullying, dizem os que não querem traduzir o Inglês), de condiscípulos que troçavam da sua compreensível timidez. E já em plena juventude, até na escola de bombeiros que frequentava, ainda sofreu olhares oblíquos de colegas que não compreendiam a sua insegurança e não queriam ver a generosidade com que abraçara o lema que a encantou: “Vida por vida”.

Recordo uma frase que li quando eu próprio era adolescente: “O sofrimento é o verdadeiro curso superior da vida”. Não memorizei na altura o nome do seu autor. Penso que era uma citação de Manuel da Silva Gaio, mas passei a obra dele a pente fino e nunca a reencontrei, perguntei ao Google e não obtive resposta. Seja quem for que o tenha escrito, concordo inteiramente com o pensamento que exprime. Ela frequentou esse curso superior. E muita gente, com razões as mais diversas, também o frequentou. Eu também lá andei, embora com motivos total e absolutamente distintos. Só que me diplomei muito cedo; e ela não. Já jovem adulta, continuava a deixar-se dominar por estranhos complexos de tristeza e medo. Levou muito tempo a descobrir porque a atacavam, e que o intriguista, o maldizente, o acobardadito são sempre pessoas que se sentem falhadas. Não reparava que, como afirma um antigo provérbio, “o invejoso é aquele que se sente incapaz de competir com o invejado.”

Até que, finalmente, descobriu. E escreveu. E publicou. E quem ler o seu livro - sobretudo se o ler em algum período da vida em que se sinta cornejado - perceberá que tem de reagir e quanto mais cedo, melhor. É essa a mensagem, a lição, que nos traz a obra dela. Parabéns à autora.

sábado, 5 de maio de 2012

NOVO BLOG

Blog novo:

Este mês a 23 de maio 2012 a partir das 15 horas é a festa da minha jubilação

Para quem não conhece este é o meu outro blog:
http://www.ze-manel-polido.blogspot.pt/