terça-feira, 8 de julho de 2014

LANÇAMENTO DO LIVRO CONVICÇÕES E CEPTICISMOS EM LISBOA

 
No dia 18 de Julho 2014

O flyer que estamos a distribuir 



Livros que o autor publicou até 2014



O seu décimo livro, (a grande surpresa) é sobre o seu inicial percurso como matemático, sairá em 2015 já se encontra em gestação! 

















quarta-feira, 4 de junho de 2014

Apresentando a Editora na SIC O TID

APRESENTANDO O LIVRO QUE FEZ NASCER ESTE BLOG:

Este livro saiu da Gráfica de Coimbra no final de maio de 2014
 

Video criado a 3 de junho 2014
Para ouvir o video terá que desligar o som do blog.
Ele abre automaricamente com a entrada do blog mas pode ser desligado.

sábado, 5 de outubro de 2013

Biografias de professor

Este blog foi destinado para publicar artigos dos dois livros que o meu marido vai publicar ainda este ano. Eles estão quase prontos! 

Devido às inúmeras actividades de que nos temos ocupado nos últimos dois meses, há muito que o meu marido não escreve neste blog. 

Assim criei esta página para ele vos falar de algumas experiências interessantes que tem contado sobre os seus longos anos de professor. Bem como, sobre conferências onde estivemos em outros países nos tempos anteriores à nossa vinda para a Universidade do Delaware onde atualmente estamos. 
Eu como aluna de Inglês e ele como professor convidado no departamento de Ciências matemáticas. 


Esta foi a ultima Universidade onde estivemos antes de vir para a de Delaware

Na Madeira 

Madeira


O meu primeiro dia de aulas
Universidade de Delaware, em finais de Setembro 2013




domingo, 3 de março de 2013

Sonhei e não entendi que morri

ESPEREI PELO AMOR E REVIVI!




NEM O SAMARITANO ME AJUDOU


Sonhei que ia seguindo o meu caminho,
Confiante, mas quem sabe? Já perdido.
Vieram malfeitores que me atacaram,
Fui troçado, despojado e agredido.

Caí no pó, da berma e ali fiquei…
Dos passantes ninguém para mim olhou.
Exangue, ensanguentado, todo ferido,
Nem o samaritano me ajudou.
 
À mercê dos silêncios eu jazi,
Por socorro gritei! Quem ouviu?
Nem eu próprio entendi que morri!
Mas, morri? Alguém viu?
Não, porque revivi!

2005-Janeiro

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

AZAR É....



O Gato Preto do Destino

“No lugar de Susana veio sentar-se… o gato preto do destino!”

A fotografia do automóvel descapotável mostrava um gato preto ocupando o banco ao lado do condutor onde uma jovem cantora ou atriz francesa de grande popularidade tinha acabado de perder a vida num acidente de viação. Um gato sem lacinho, sem nome, sem dono!

Foi há uns 50 ou mais anos e não recordo quem era a vítima. Mas a imagem do gato e a frase do jornalista, essas impressionaram a minha adolescência e nunca mais me esqueceram. Porque para muita gente, gato preto traz consigo o que nunca sabemos antecipar: a boa sorte ou o azar; ele significa a fatalidade, o mistério, o insondável.

E é nesse papel que muitas vezes me tenho visto na vida: estou lá, mas sem que outros vejam o que faço ou, quando vêem, sem que tentem compreender, quer para o aprovar ou repudiar. Por isso, às vezes dou a mim mesmo esse título que não me desonra: eu serei então o gato preto do destino!

Exemplifico: folheei ontem um opúsculo com os discursos proferidos no Encontro de Cientistas Portugueses Residentes no Estrangeiro que teve lugar em Aveiro em dezembro de 1995. Ao intervir no encerramento, Júlio Pedrosa, então reitor da universidade local, diz que “a constituição de uma associação formal destes cientistas é uma outra proposta aceite, a qual foi apresentada por um cientista português que reside hoje em Portugal como professor na universidade de Coimbra, depois de ter passado vários anos no estrangeiro, e que a faz à luz desta dupla experiência”.

Ora o homem sem nome, autor daquela proposta… era eu, que já a tinha formulado e defendido em dezembro de 1980, numa intervenção apresentada ao congresso a Universidade Portuguesa nos Anos 80, realizado no Instituto Superior Técnico, em Lisboa. Portador da sorte ou do azar, quem faz uma proposta retomada década e meia mais tarde é por isso a imagem incarnada de um gato preto do destino.





terça-feira, 22 de janeiro de 2013

J.M.S.SIMÕES PEREIRA CV


Em alternativa veja o CV no antigo blog: http://www.ze-manel-polido.blogspot.pt/

Clique no livro para aumentar o tamanho do texto.
Se desejar maior pode clicar uma segunda vez.
Click on the book to make the text more readable

domingo, 16 de dezembro de 2012

SPM 72 ANOS


A SPM E O SEU ANIVERSÁRIO


A S P M (Sociedade Portuguesa de Matemática) tem uma história da qual se pode orgulhar. Até a sua origem a dignifica, pois foi sonhada e, depois, criada por um grupo de colegas que além de matemáticos distintos e merecidamente prestigiados, foram cidadãos corajosos: tiveram de arrostar com perseguições da ditadura, em parte devidas à visibilidade que lhes trazia uma intervenção cívica envolvendo o aparecimento de uma associação profissional.

A 12 de dezembro do corrente ano de 2012, realizou-se um almoço num hotel de Lisboa para comemorar os 72 anos da S P M. Inscrevi-me. Esperava um encontro de confraternização entre matemáticos e até seus familiares. De facto, uma colega fez-se acompanhar do seu bebé querido. E comigo esteve a minha Mulher, cujas atividades, seja de empresária seja como a escritora espiritualista Luz Compasso, pouco têm a ver com a Matemática.

Impressionou-me e gigantescamente me surpreendeu que não participassem neste almoço mais que umas 30 pessoas!!! Além de alguns membros (não todos) dos órgãos diretivos e de alguns apaixonados de outros tempos (recordo Fernando Roldão Dias Agudo, Sérgio Macias Marques e, com todo o respeito por estes dois nomes, eu próprio) quem mais? Quase todos os que participaram residem em Lisboa. De qualquer outra cidade… ninguém! Das muitas instituições deste nosso País, universidades, politécnicos, escolas dos diversos níveis fora de Lisboa… ninguém!

Bem sei que estamos em crise! Mas o almoço só custava 18 euros. Mesmo com a terrível descida de vencimentos que nós, na esmagadora maioria funcionários públicos, temos vindo a sofrer, não se justifica uma tão grande ausência. Muito pouco sentem os matemáticos portugueses pela sua Sociedade, muito pouco sentem, arrisco a dizer, pela própria Matemática.

Não posso impedir-me de pensar nos nossos colegas com responsabilidades governativas. O Secretário de Estado do Ensino Superior é um matemático. 
Não poderia ter aparecido? Mesmo que não tivesse tempo para ficar uns momentos à conversa, um simples  “passar por lá” não teria sido uma atitude de boa política? Não é – sublinho e enfatizo --  ao colega João Queiró, um profissional que admiro, respeito e prezo como professor, investigador e autor de obras didáticas para o ensino universitário, que me estou a dirigir. É ao Secretário de Estado do Ensino Superior! Podia até ser um médico, um filólogo, um arquiteto, mas, por coincidência, é um matemático! 

E quanto ao Ministro da Educação e Ciência? Também é um matemático e, mais do que isso, foi o anterior presidente da SPM, durante 6 anos. Compreendo que nem para “passar por lá” tivesse tempo, mas não poderia ter encarregado alguém do seu secretariado de mandar, em seu nome, uma pequena mensagem? Mais uma vez – sublinho e enfatizo – não é ao colega Nuno Crato, um profissional que admiro, respeito e prezo como autor de projeção internacional, um profissional brilhante que tanto tem feito para a divulgação da Matemática, para a discussão acerca da sua pedagogia e da sua importância, que me estou a dirigir. É ao Ministro da Educação e Ciência. Podia até ser um médico, um filólogo, um arquiteto, mas, por coincidência, é um matemático!

Que significado tem esta incomunicabilidade entre a SPM e um Governo, que ao contrário do que existia quando ela nasceu, por certo percebe a importância das sociedades científicas e o papel que podem ter em todas as vertentes da vida dos portugueses, sem esquecer, obviamente, o desenvolvimento económico e social?

Sem eufemismos, deixem-me exclamar: -- Pobre da Matemática em Portugal!
E ao exclamá-lo não sei se não ouvirei um eco ou reverberação: -- Pobre da Ciência em Portugal!